quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Ainda da série Halloween Inclusivo

Ainda da série "Halloween Inclusivo", uma homenagem a nossa querida Andréa Garbelotti, que como tradutora e áudio-descritora generosamente, por duas vezes, esteve em Maceió para nos permitir receber os ensinamentos do Dr. Joel Snyder, um dos mais respeitados profissionais do mundo nessa área,  sem perdermos conteúdo, o que ocorreria numa tradução literal, se o profissional tradutor não tivesse conhecimento deste valioso recurso de acessibilidade.

O amor é lindo. Andréa e esposo comemorando aniversário de casamento no México:  #DiaDeLosMuertos.                           João usa chapéu tipo Panamá,  o rosto, como uma caveira,  está completamente  coberto de branco. Dois círculos pretos cobrem os olhos, um coração preto está pintado sobre o nariz e sobre a boca um grande retângulo, na horizontal, quadriculado. Ele usa uma camisa xadrez branca e azul e uma enorme gravata borboleta roxa. Bem coladinha a ele, Andrea usa um Diadema, tiara de flores laranjas, brancas, azuis e amarelas sobre os cabelos soltos. Dois círculos pretos cobrem os olhos e os lábios. Ela usa um vestido preto longo de mangas compridas e com a mão direita segura uma lanterna preta acessa. João e Andrea olham pra frente e sorriem.

Halloween Inclusivo!

Partilhando uma bruxinha via Marta Gil (Rosangela Berman Bieler)

E mais duas ilustrações.

#PraCegoVer: na parte de baixo, desenho de uma bruxinha. Ela está de perfil, com o tradicional chapéu pontudo. Sua vassoura se apoia na roda de uma cadeira de rodas.

No canto superior direito, uma abóbora, que tem o símbolo de acessibilidade universal estilizado: a figura humana está de perfil e, ao invés da cadeira de rodas, está sentada sobre um coração.

No canto superior esquerdo, desenho do Saci Pererê. Em fundo azul claro, o Saci está sorrindo, com seu tradicional cachimbo e o gorro vermelho. Ele reúne as três principais raizes do nosso Brasil: o nome - Saci Pererê - vem do Tupi Guarani; sua pele é negra e o gorro vermelho vem dos duendes portugueses.

Gostosuras e Travessuras Inclusivas e Acessíveis pra todas e todos!

sábado, 10 de setembro de 2016

Curso de áudio-descrição on line e gratuito - inscreva-se já!


Curso de áudio-descrição on line e gratuito ministrado pelos professores doutores Francisco e Rosângela Lima.


Será certificado pela UFPE como curso de extensão.

Não perca a oportunidade de se capacitar para esta que está sendo conhecida como a profissão blindada contra a crise, pois é grande a procura de profissionais áudio-descritores.

Inscreva-se clincando aqui.



Curso de Áudio-descrição de fotografia, cartaz e outras imagens estáticas


Objetivo geral: oferecer bases sólidas para a tradução visual de imagens estáticas, tomando como base a literatura da áudio-descrição empoderativa.
Objetivos específicos:
  • oferecer conhecimento gramatical suficiente e necessário para a produção de áudio-descrição de fotografia, de pôster, de cartaz e outras configurações estáticas;
  • promover o estudo aprofundado de diretrizes tradutórias para a áudio-descrição de configurações estáticas como fotos, capas de livros etc;
  • oferecer os fundamentos para a áudio-descrição de fotos e outras imagens em ambientes virtuais como blogs, sites de notícias, etc.
A quem se destina: o curso de extensão “Áudio-descrição de fotografia, cartaz e outras imagens estáticas”, ministrado conjuntamente pelos professores Francisco Lima e Rosângela Lima, da Universidade Federal de Pernambuco, destina-se aos áudio-descritores, profissionais e/ou estudantes de áudio-descrição, aos profissionais da área de comunicação, jornalismo, publicidade, e aos que se interessem pela tradução visual.
Pré-requisito: ter bom conhecimento da língua portuguesa padrão, ter cursado ou estar cursando nível superior, ter acesso e saber fazer uso dos recursos de internet.
Inscrição: para se inscrever o interessado deverá submeter a áudio-descrição de uma fotografia em que demonstre conhecimento gramatical.
Inscrições exclusivamente pelo endereço (http://audiodescriptionworldwide.com/curso-audio-descricao-imagens-estaticas)
Período de Inscrição: de 06 a 25 de setembro
Início do curso: 27 de setembro, das 14h às 18h
Carga horária: 60 h
Metodologia do curso: as aulas serão ministradas em ambiente virtual (moodle), contando com a presença online do professor e/ou monitor às terças-feiras, das 14h às 18h, quando os alunos deverão igualmente estarem online. Os estudantes, ainda, poderão contar com o apoio dos monitores em diferentes dias e horários, tanto para fazerem as atividades, quanto para tirarem dúvidas.
Avaliação: a avaliação será quali-quantitativa, inclusive no que tange à participação obrigatória em 75% do curso.
A nota mínima para a obtenção do certificado será 7,0.
Vagas: 32 vagas. 25% das vagas serão destinadas às pessoas com deficiência, que cumprirem os pré-requisitos para o curso. Em caso de as vagas não serem preenchidas, serão destinadas aos demais postulantes.
Certificação: O curso será certificado pela Pró-reitoria de Extensão da UFPE.
Investimento: curso gratuito

sábado, 16 de julho de 2016

QUAL É MESMO O SEU NOME? (Pelo direito ao uso do nome social)

QUAL É MESMO O SEU NOME?
(Pelo direito ao uso do nome social)
Rita Mendonça*

Dia 28 de junho é o Dia Internacional contra a Homofobia. 
Um diferencial neste ano de 2016 em nosso país, que ocorreu em razão desta data, foram os vários órgãos e entidades que durante o mês regulamentaram em seus estabelecimentos o uso do nome social por travestis e transexuais. 
Desde o final da década de 1980 o direito ao uso do nome social vem sendo uma conquista em países do Hemisfério Norte. No Brasil, o primeiro órgão público que regulamentou o direito ao uso do nome social foi a Universidade Federal do Amapá em idos de 2009.
Mas o que é mesmo o nome social?  E por que se diz que ele confere dignidade às pessoas?
Nome social é o nome pelo qual somos conhecidos e preferimos ser chamados, e que quase sempre difere do nome que consta de nosso registro civil.
Você sabe quem é Wesley Oliveira da Silva? Não? Mas sabe quem é Wesley Safadão, não é? Sabe quem é Maria das Graças? Ah, esse nome é comum e tem muitas. E Xuxa?  Você sabe quem é? Sabe quem é Stefani Joanne? E Lady Gaga, você sabe?
Para essas pessoas o nome pelo qual são identificadas integra o seu patrimônio.  São sua riqueza e muitas vezes chega a ser um legado, como é o caso de filhos de pessoas do meio artístico, cultural e político que pretendem prosseguir na mesma carreira de seus pais, e que herdam a força e credibilidade que o nome social carrega.
Até aí, tudo bem, não é mesmo?  Então porque ficamos tão incomodados quando o nome social integra o patrimônio de uma pessoa transexual ou travesti?   
Você sabe que é Astolfo Pinto? Não? Mas com certeza sabe quem é o travesti Rogéria. Sabe quem é Luiz Roberto Gambini?  Mas sabe que é a mulher trans Roberta Close.
Por mais que ainda nos soe estranho, na definição do sexo precisamos levar em consideração não apenas as características anatômicas, mas também os fatores psicológicos, biológicos e culturais que nos identificam.  No caso das pessoas trans ou travestis o nome social normalmente leva esses fatores em consideração e por esta razão confere dignidade, respeita a liberdade de escolha e fortalece a luta contra a discriminação. 
É importante mencionarmos que até mesmo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) já é possível submeter-se, com sucesso, à cirurgia e tratamento médico para ajuste e redesignação sexual.
E se chegamos a esse nível de compreensão e de resposta para os fenômenos de gênero, não há porque nos opor ao uso do nome social para pessoas trans e travestis (salientando que nome social não significa mudança em cartório de nome do registro civil de nascimento).
Imagine alguém cujo nome de registro corresponde apenas à sua genitália, ser anunciado em ambiente sem que este nome em nada remeta ao verdadeiro gênero com o qual se identifica e se apresenta socialmente.   Isto pode levar a constrangimentos desnecessários, com exposição da intimidade e da vida privada (que são protegidas pela nossa Constituição), o que nos fere em nossa dignidade.  E dignidade é fundamental para o exercício da cidadania e para fruição dos direitos humanos.
Não se trata de aceitar ou não a diversidade de gênero.  Ela existe em nossa sociedade, ainda que muitos de nós não se sintam bem com essa realidade. 
Respeitar as escolhas e as diferenças das pessoas deveria ser uma característica de nossa humanidade e de nossa necessidade de evolução. Apegar-nos a velhos conceitos que não mais correspondem ao indivíduo de referência de nosso tempo somente alimenta o medo e a violência que em nada contribuem para a vida digna e satisfatória que almejamos e merecemos.


* é advogada, especialistas em Educação em Direitos Humanos, Diversidade, Gestão de Políticas Públicas de Gênero e Raça, Participação Democrática, República e Movimentos Sociais.  É Diretora Jurídica e de Diversidade da Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Alagoas (ABRHAL) e Superintendente de Direitos Humanos e Igualdade Racial do Estado de Alagoas.


quarta-feira, 25 de maio de 2016

ONU convida organizações da sociedade civil para contribuir com estudo sobre direitos das pessoas com deficiência


Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos prepara estudo sobre os direitos das pessoas com deficiência e convida as organizações da sociedade civil a contribuir por meio de um questionário. Prazo é dia 30 de junho.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) está preparando um estudo sobre os direitos das pessoas com deficiência e convida as organizações da sociedade civil a contribuir.

O estudo enfoca a implementação do artigo 5 (igualdade e não discriminação) da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

As organizações interessadas devem até o dia 30 de junho de 2016 responder o questionário que está disponível (em inglês) em http://bit.ly/1WFnutO

As contribuições devem ser enviadas para registry@ohchr.org

Questionário
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
Artigo 5 – igualdade e não-discriminação
Prazo 30 de junho de 2016

Você está convidado a contribuir para o estudo sobre o Artigo 5 (igualdade e não discriminação) da Convenção, utilizando o seguinte questionário.

1. O seu país adoptou legislação que estabelece a deficiência como uma base proibida de discriminação, inclusive a recusa de adaptação razoável como discriminação? Por favor, forneça detalhes sobre quaisquer reformas legais relacionadas.

2. O seu país aplica um teste objetivo para determinar se uma acomodação solicitada por uma pessoa com deficiência é indevida ou desproporcional? Em caso afirmativo, descrever as experiências e os seus diferentes elementos (500 palavras).

3. O seu país aplica as ações afirmativas para o combate à discriminação estrutural contra pessoas com deficiência? Se assim for, descreva como são essas medidas aplicadas e executadas (500 palavras).

4. O seu país tem leis, políticas e estratégias para o combate à discriminação contra as mulheres e crianças com deficiência? Por favor, descreva como essas políticas são refletidas na legislação e quadros políticos (500 palavras).

5 No seu país há monitoramento e coleta de dados desagregados sobre a discriminação contra pessoas com deficiência, incluindo sexo, idade e desagregação deficiência?

Por favor envie com o assunto [Art 5 Estudo CRPD] até 30 de Junho de 2016 para: registry@ohchr.org

Mais sobre o trabalho sobre os direitos das pessoas com deficiência: http://www.ohchr.org/EN/Issues/Disability/Pages/DisabilityIndex.aspx

Resolução 31/6 do Conselho de Direitos Humanos solicitou ao Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos para elaborar um estudo sobre o artigo 5 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Fonte: Agência Inclusive